Isa Marcondes é alvo de processo que pode levar à cassação por uso indevido de verba de gabinete
Atualizada há 3 meses
A Câmara Municipal de Dourados vai investigar a vereadora Isa Marcondes (Republicanos) por conta do trabalho de fiscalização na saúde e uso indevido de verba de gabinete. A parlamentar alegou perseguição política.
Uma das ações trata de supostas violações de direito ao descanso de servidores nas unidades de saúde, durante o trabalho de fiscalização de Isa. A outra trata de uso indevido da Ceap (Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar), a chamada verba de gabinete.
O caso da perturbação do repouso dos servidores foi enviado para a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar. Já a denúncia sobre a Ceap resultou na abertura de uma comissão processante, composta por Rogério Yuri (presidente), Laudir Munaretto (vice) e Cemar Arnal (membro).
Em relação à denúncia de uso indevido de verba de gabinete, foram favoráveis:
- Daniel Júnior (PP)
- Laudir Munaretto (MDB)
- Marcelo Mourão (PL)
- Cemar Arnal (PP)
- Ana Paula (Republicanos)
- Sérgio Nogueira (PP)
- Elias Ishy (PT)
- Franklin Schmalz (PT)
- Márcio Pudim (PSDB)
- Rogério Yuri (PSDB)
- Inspetor Cabral (PSD)
- Pedro Pepa (União)
- Jânio Miguel (PP)
- Edson Souza (União)
- Sargento Prates (PL)
- Karla Gomes (Podemos)
- Dalton (PL)
Manifestaram-se contra:
- Alex Cadeirante (PSDB)
- Dill do Povo (União)
Votaram a favor da abertura da investigação a respeito da fiscalização na saúde os seguintes vereadores:
- Laudir Munaretto (MDB)
- Marcelo Mourão (PL)
- Cemar Arnal (PP)
- Ana Paula (Republicanos)
- Sérgio Nogueira (PP)
- Elias Ishy (PT)
- Franklin Schmalz (PT)
- Alex Cadeirante (PSDB)
- Márcio Pudim (PSDB)
- Rogério Yuri (PSDB)
- Inspetor Cabral (PSD)
- Pedro Pepa (União)
- Jânio Miguel (PP)
- Sargento Prates (PL)
- Karla Gomes (Podemos)
- Dalton (PL)
Foram contra:
- Daniel Júnior (PP)
- Dill do Povo (União)
- Edson Souza (União)
Antes da avaliação das denúncias, Isa afirmou saber quem estaria por trás de todas as denúncias das quais foi e ainda é alvo. “A perseguição começou porque é ano de eleição. Entrei para fazer a diferença, fiscalizei a saúde por um ano. Não aguentei ver pessoas morrendo no Hospital da Vida”, declarou.
A vereadora ainda avaliou que haveria movimentação política para cassar os direitos políticos dela. “Essa denúncia mexeu muito com meu coração. Querem me cassar e me deixar inelegível, porque estou lutando e trabalhando, não tem dia e noite nem feriado. Ninguém tinha coragem de peitar o sistema, e eu tenho”, afirmou.
Isa ainda relatou possíveis ameaças por conta da atuação dela. “Não tenho medo da morte. Sei que, a qualquer hora, meu carro pode ser metralhado. Porque eu vou colocar gente na cadeia aqui em Dourados. Tenho provas guardadas, que vou entregar na hora certa. E, se acontecer algo comigo, meus advogados e meus parentes têm todo esse dossiê”, destacou.
Por fim, a parlamentar esclareceu que, caso perca o mandato, acredita ter feito o melhor para a cidade. “Se me cassarem e me tirarem, saio de cabeça erguida. Volto a trabalhar e vivo minha vida, pois fiz a minha parte”, concluiu.
Fonte: midiamax.com.br
