Em 1 mês, três ex-vereadores de Campo Grande se envolvem em escândalos sexuais
Atualizada há 2 meses
Três ex-vereadores de Campo Grande estão no ‘olho do furacão’ após se envolverem em escândalos sexuais recentemente. Os crimes envolvem amantes, estupro de vulnerável e até abusos contra alunas da Polícia Civil.
Dos três últimos escândalos envolvendo ex-parlamentares, dois deles ocupavam cargos de chefia à frente de secretarias da prefeitura da Capital. Um deles foi exonerado e outro precisou ser afastado por dois meses.
Em um período de um mês, os ex-vereadores Sandro Benites, Paulo Lands e Delegado Wellington foram denunciados por abusos sexuais. Todos ocuparam cadeiras no Legislativo em um passado não tão distante.
Por ironia do destino, a mesma cadeira da Câmara de Campo Grande foi ocupada por dois vereadores envolvidos nos escândalos. Paulo Lands foi empossado para ocupar a mesma cadeira deixada por Benites, que na época foi para o Executivo.
Alunas denunciam ex-vereador
O escândalo mais recente veio a público nesta última sexta-feira (20). O delegado e ex-vereador Wellington de Oliveira é suspeito de assédio sexual contra as próprias alunas.
Discursos red pill, misóginos, de baixo calão e com falas ofensivas teriam sido feitos contra alunas que realizam o curso na Academia da Polícia Civil, após passarem no concurso do ano passado. São oito salas nas quais o delegado Wellington ministra aulas — e, em todas, houve denúncia, por parte das alunas, de assédio sexual e moral. “Ele perguntou quanto tempo ficaria em um motel com alguém”, disse uma das alunas, revoltada.
Em outra ocasião, Wellington teria dito às alunas que teriam ‘cara’ para serem ótimas “prostitutas infiltradas”. O delegado chegou a perguntar para uma das alunas sobre gostos sexuais e preferências com o marido.
O concurso da Polícia Civil ocorreu no fim do ano passado, e as aulas na Acadepol tiveram início no dia 27 de janeiro deste ano.
Todas as supostas vítimas do Delegado Wellington foram ouvidas por uma delegada, que fez o encaminhamento do caso. O Jornal Midiamax entrou em contato com a Corregedoria e a Polícia Civil sobre as denúncias.
Em nota, a Polícia Civil confirmou as denúncias e relatou que o delegado já concluiu as aulas. Além disso, a Corregedoria já apura a situação. Assim, na próxima semana, testemunhas e vítimas devem prestar esclarecimentos.
Suspeito de assediar funcionário
O jovem relatou à polícia que o assédio teria se iniciado em julho de 2025, durante uma carona, na qual o chefe (Lands), teria passado a mão no jovem, causando constrangimento. A vítima não teria reagido por medo da relação hierárquica.
Após este episódio, o Lands teria começado a enviar figuras por WhatsApp com conotação sexual, insinuando relacionamento homoafetivo e insistindo nas mensagens, mesmo após o jovem relatar que era heterossexual.
Durante o serviço, segundo a denúncia, o autor continuava com o assédio, por meio de frases de conotação sexual, e forçava abraços quando ambos estavam sozinhos. Em 12 de dezembro de 2025, ao fim de uma confraternização, a vítima teria sido levada para a casa do servidor público após ter carona oferecida.
O jovem relatou à polícia que estaria visivelmente embriagado e teria precisado de ajuda para ser colocado no carro do chefe. Durante o trajeto, o autor teria feito a sugestão de que eles poderiam “ficar como casal nas férias”.
O ex-vereador e secretário afastado nega as acusações e diz que vai provar a inocência.
Escândalo com amante
A mulher procurou as autoridades e registrou um boletim de ocorrência contra Benites no começo deste mês de março, citando ter sido vítima de violência psicológica.
Ao analisar o caso, o juiz plantonista José Henrique Neiva de Carvalho e Silva concluiu que havia indícios suficientes de materialidade e autoria. Benites confirma o relacionamento extraconjugal, mas nega ter cometido violência contra a ex-amante.
Em nota, logo após o escândalo, a Prefeitura de Campo Grande informou que o secretário solicitou o desligamento do cargo para “esclarecer fatos de caráter pessoal”.
Fonte: midiamax.com.br
