Antes de ser alvo da PF, banco de Edir Macedo criticou imprensa por noticiar investigação
Atualizada há 4 horas
O Banco Digimais, integrante do conglomerado financeiro associado ao Bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal, foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta terça-feira, 23 de junho de 2026. A ação investiga indícios de fraudes e irregularidades financeiras.
A ofensiva policial ocorre dias após o banco publicar uma nota oficial, fixada na home do site institucional do banco Digimais, onde critica a atuação da imprensa por veicular informações sobre as apurações.
Na nota, publicada em 20 de maio, o Digimais classificava as reportagens como “imprudentes e irresponsáveis”. A instituição alegava que as matérias se baseavam em “alegações completamente inverídicas” e tinham “caráter difamatório”, visando “prejudicar a imagem pública e a solidez da instituição”.
No texto o banco reiterou seu compromisso com a “legalidade” e a “transparência”, atacando o que chamou de “irresponsabilidade jornalística” pela divulgação de “acusações gravíssimas sem a devida checagem”.

Ação da PF contra banco de Edir Macedo desmonta alegação de improcedência
Contudo, a ação da Polícia Federal desmonta a alegação de improcedência na nota. Os nove mandados de busca e apreensão cumpridos em São Paulo foram fundamentados em relatórios do Banco Central que apontavam sérias anomalias na gestão do banco.
As investigações indicam manipulação sistemática de balanços para ocultar a real situação financeira e aparentar solvência.
Além disso, a PF investiga a supervalorização de ativos e a geração artificial de centenas de milhões de reais em receitas, bem como operações ilegais em benefício da empresa controladora do banco e manipulação de informações no sistema do órgão regulador.
O afastamento do sigilo bancário e fiscal dos investigados também foi autorizado pela Justiça Federal.
Fonte: midiamax.com.br
